terça-feira, 29 de Julho de 2008
segunda-feira, 21 de Julho de 2008
poema russo
Estoi fodidovski du vidovski
Xoi queru darh xapadovsky nu karovsky da maltovskhy
bheberh vodka nhum copsk grandhiovski
entornadoshvsk pelash goelash abaisho
merdha esthe diah
carulhovskhi
asneirovsky
ahs vezzes tiambien é fixiovsky
Xoi queru darh xapadovsky nu karovsky da maltovskhy
bheberh vodka nhum copsk grandhiovski
entornadoshvsk pelash goelash abaisho
merdha esthe diah
carulhovskhi
asneirovsky
ahs vezzes tiambien é fixiovsky
quarta-feira, 16 de Julho de 2008
terça-feira, 8 de Julho de 2008
Fazes-me...
querer pisar-te todo com os meus sapatos-de-salto-agulha-vermelhos
furar-te os olhos e a testa, onde depois te enfio um corno de unicórnio
que serve também para pendurar panos de cozinha
fazes-me
querer lamber-te todo
com a lingua áspera como os gatos
e num gemido crescente, agarrar-te entre as pernas
e ver-te sofrer de desejo
mas de mim já somente levarás
aquilo que não te vou dar.
domingo, 6 de Julho de 2008
A sandália
Enquanto fumo um cigarro penso em toda a merda que me tem acontecido e penso no que fazer em relação a isso. Entretanto deparo-me com a minha sandália de tiras descoladas, perdida no meio da sala e decido repará-la com super cola 3. O trabalho é delicado e como sou trapalhona, vai de o fazer mesmo sem qualquer tipo de protecção nas mãos. Os meus dedos ficam colados uns aos outros de tal maneira que tenho de fumar com a mão esquerda. Apago o cigarro e vou até À casa de banho tentar tirar a cola com quilos de sabonete, mas não resulta. Em desespero pego numa tesoura e começo a raspar a cola dos dedos até quase fazer sangue. Distraio-me com esta bela imagem. Em frente ao espelho, percebo que estou colada a mim própria, os dedos uns nos outros, os dedos na roupa, a roupa em mim, tudo colado. Fico assim só com a mão esquerda disponível e volto à sala enquanto penso noutra solução que me descole de mim própria. É então que me deparo com uma das pequenas criaturas felinas que por aqui andam, colado a uma prateleira, de cabeça para baixo. Os irmãos e a mãe olham para ele com um ar pensativo e surpreendido. Uau, nós não conseguimos fazer aquilo. Com a mão esquerda, tento descolá-lo, mas é em vão. Faço tanta força a puxá-lo, que a prateleira cai em cima dos dois. Oiço um miar agudo, ao mesmo tempo que solto um ligeiro "ai". Só com a mão esquerda não consigo levantar a prateleira e não consigo telefonar a alguém que me ajude a sair daqui. Ainda bem.
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